Educação gerontológica e saberes tradicionais: diálogos intergeracionais e colaboração internacional no contexto da Universidade da Maturidade
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Palavras-chave

Gerontologia
saberes tradicionais
educação ao longo da vida

Como Citar

Pereira Brito Oliveira, N., Santos De Oliveira Brito, M., Silva Neto, L. S., Da Silva Pocinho, R. F., Barbosa Osório, N., & Sampaio Baleeiro Santana, L. (2026). Educação gerontológica e saberes tradicionais: diálogos intergeracionais e colaboração internacional no contexto da Universidade da Maturidade. RIAGE - Revista Ibero-Americana De Gerontologia, 9, e494. https://doi.org/10.61415/riage.494

Resumo

O envelhecimento populacional requer soluções inovadoras que promovam a inclusão social e o envelhecimento ativo. Nesse contexto, a Universidade da Maturidade (UMA), que faz parte da Universidade Federal do Tocantins, destaca-se como uma tecnologia social pioneira na educação de pessoas idosas. Baseada em princípios da educação gerontológica, a UMA valoriza os saberes acumulados, promove o bem-estar e fortalece os vínculos intergeracionais. A discussão aborda tecnologias educacionais inclusivas, um currículo aberto às cosmovisões indígenas, a educação com pessoas idosas e o envelhecimento como uma conexão ancestral, incluindo o conceito de florestania. Com um currículo interdisciplinar que abrange educação, cultura, saúde e lazer, a UMA chega a comunidades tradicionais, como os indígenas Akwe-Xerente no estado do Tocantins (Brasil), e se expande para Soure (Portugal). Sua abordagem intergeracional promove a troca de conhecimentos entre gerações, empoderando as pessoas idosas e destacando seu papel transformador na sociedade. Essa iniciativa combate preconceitos e fortalece a construção de uma sociedade inclusiva e preparada para os desafios do envelhecimento. Entre 2023 e 2024, uma pesquisa exploratória analisou os impactos sociais e culturais da UMA nos contextos amazônico e português. Por meio de observações e entrevistas, foram identificadas práticas que promovem o envelhecimento ativo e a integração intergeracional. O estudo reforça a UMA como um modelo replicável, que pode ser adaptado a diferentes culturas, contribuindo para o desenvolvimento de políticas públicas inclusivas e consolidando a educação gerontológica como uma ferramenta de transformação social.
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