Resumo
A solidão e o isolamento social na população idosa constituem desafios relevantes em sociedades envelhecidas, como Portugal, pelos seus impactos no bem-estar, na saúde mental e na qualidade de vida. Embora relacionados, estes fenómenos correspondem a realidades distintas: o isolamento social remete para a escassez de interações sociais, enquanto a solidão traduz uma experiência subjetiva de desconexão emocional. O presente estudo teve como objetivo analisar estratégias de intervenção dirigidas ao combate à solidão na população idosa, através de uma revisão sistemática da literatura publicada entre 2004 e 2024. A pesquisa foi realizada nas bases RCAAP, PubMed e Google Scholar, tendo sido incluídos 45 estudos para análise qualitativa. Os resultados permitiram identificar quatro eixos principais de intervenção: programas intergeracionais, tecnologia assistiva, políticas públicas orientadas para o envelhecimento ativo e redes comunitárias de proximidade. De forma geral, os estudos analisados apontam para efeitos positivos destas estratégias na redução da solidão e no reforço do sentimento de pertença, embora persistam limitações relacionadas com a sustentabilidade dos projetos, a cobertura territorial desigual e a escassez de avaliações de longo prazo. Conclui-se que o combate à solidão na população idosa exige abordagens integradas e sustentadas, articulando respostas individuais, comunitárias e políticas.Referências
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