Resumo
O envelhecimento demográfico representa um dos principais desafios em saúde pública, prevendo-se o seu agravamento nas próximas décadas, com impacto significativo na funcionalidade e qualidade de vida da população idosa. Não obstante, o investimento crescente nos cuidados domiciliários, as Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas permanecem como principal resposta social em Portugal, especialmente na sequência de eventos como quedas, frequentemente associados a perda de autonomia e sobrecarga dos cuidadores informais. O programa Stop Quedas Idosos Institucionalizados foi implementado, por um Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação, numa Estrutura Residencial para Pessoas Idosas da região norte, com o objetivo de avaliar o seu impacto na funcionalidade dos residentes. Desenvolveu-se um estudo quase-experimental, com 60 participantes distribuídos por grupo de intervenção (n=30), e grupo de controlo (n=30), ao longo de 6 meses. As variáveis dependentes — atividades de vida diária, equilíbrio, marcha, força muscular, quedas (risco, incidência e prevalência) e dor musculoesquelética — foram avaliadas em 3 momentos (M0, M3 e M6), utilizando instrumentos validados: Índice de Barthel, Escala de Berg, Categorias Funcionais da Marcha, Medical Research Council Muscle Scale e Escala de Morse. A dor musculoesquelética foi aferida por autorrelato dicotómico (sim/não). Os resultados revelaram melhorias estatisticamente significativas no grupo de intervenção, com ganhos na funcionalidade, redução das quedas e resolução da dor. O grupo de controlo evidenciou agravamento dos mesmos parâmetros. Conclui-se que a implementação do programa, pelo Enfermeiro de Reabilitação contribui positivamente para a funcionalidade dos idosos institucionalizados, reforçando a necessidade de reestruturação dos modelos assistenciais nas Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas.Referências
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