Perda de peso corporal involuntária: um preditor robusto da transição de níveis fragilidade em pessoas idosas na Atenção Primária à Saúde (APS)
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Palavras-chave

Fragilidade
peso corporal
atenção primária à saúde
envelhecimento
gestão em saúde
saúde da pessoa idosa

Como Citar

Barbosa Romão, M., Porcatti, L. R., Miguel Nóbrega Olmo, B., Cachapuz Novaes, A. D., Leite De Souza, T. C., Machado De Jesus, I. T., Vassimon-Barroso, V., Silva, S., Da Silva Pocinho, R. F., & Gramani-Say, K. (2026). Perda de peso corporal involuntária: um preditor robusto da transição de níveis fragilidade em pessoas idosas na Atenção Primária à Saúde (APS). RIAGE - Revista Ibero-Americana De Gerontologia, 9, e469. https://doi.org/10.61415/riage.469

Resumo

O presente estudo buscou preencher uma lacuna na literatura brasileira investigando a perda de peso não intencional como um preditor da progressão dos níveis de fragilidade em pessoas idosas na Atenção Primária à Saúde (APS), dado que a associação entre peso e fragilidade, embora conhecida, carece de detalhes sobre como esse marcador prediz a transição entre múltiplos estágios funcionais. Para isso, foi realizado um estudo transversal com 345 pessoas idosas em São Carlos, SP, no qual os níveis de fragilidade foram cuidadosamente estratificado pela Avaliação Multidimensional da Pessoa Idosa na Atenção Básica (AMPI-AB) nas categorias saudável, pré-frágil e frágil. Diferente das abordagens binárias tradicionais, foi empregada a regressão logística ordinal ajustada pela idade, uma técnica que preserva a hierarquia dos níveis de fragilidade, evitando a perda de informações sobre os níveis intermediários. Os resultados confirmaram que a perda de peso não intencional é um preditor robusto e independente: pessoas idosas com instabilidade do peso corporal apresentaram quatro vezes mais chances (OR 4,03; IC 95%: 2,44 – 6,66) de progredir para categorias de fragilidade mais severas, independentemente do avanço da idade. Conclui-se, portanto, que a perda de peso atua como um indicador sentinela do declínio funcional, reforçando que o uso sistemático da AMPI-AB na APS qualifica a gestão clínica, ao permitir que os profissionais identifiquem riscos precocemente e elaborem Projetos Terapêuticos Singulares de baixo custo para preservar a autonomia e a independência na longevidade.
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Direitos de Autor (c) 2026 Mateus Barbosa Romão, Luana Rafaela Porcatti, Bianca Miguel Nóbrega Olmo, Areta Dames Cachapuz Novaes, Thalyta Cristina Leite De Souza, Isabela Thais Machado De Jesus, Verena Vassimon-Barroso, Silvia Silva, Ricardo Filipe Da Silva Pocinho, Karina Gramani-Say