Eficiência económica e qualidade de vida em cuidados residenciais para pessoas com alzheimer: uma análise comparativa entre Portugal e Espanha
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Palavras-chave

Idosos
alzheimer
eficiência técnica
Estrutura Residencial para Pessoas Idosas (ERPI)

Como Citar

Sanchez, K., & Sanchéz-Herrera, S. (2026). Eficiência económica e qualidade de vida em cuidados residenciais para pessoas com alzheimer: uma análise comparativa entre Portugal e Espanha. RIAGE - Revista Ibero-Americana De Gerontologia, 9, e457. https://doi.org/10.61415/riage.457

Resumo

O envelhecimento demográfico tem conduzido a um aumento significativo do número de pessoas com doença de Alzheimer a necessitar de cuidados de longa duração em estruturas residenciais, colocando desafios relevantes à sustentabilidade económica das instituições e à promoção da qualidade de vida dos residentes. Neste contexto, torna-se fundamental compreender de que forma a eficiência económica se relaciona com o bem-estar das pessoas com demência em contextos institucionais. Analisar a relação entre a eficiência económica das estruturas residenciais e a qualidade de vida das pessoas com doença de Alzheimer, numa perspetiva comparativa entre Portugal e Espanha. Estudo quantitativo, transversal, descritivo e correlacional, realizado em 40 estruturas residenciais para pessoas idosas, envolvendo uma amostra de 757 residentes diagnosticados com doença de Alzheimer. A eficiência económica foi avaliada através do método Data Envelopment Analysis (DEA), considerando inputs financeiros e recursos humanos, enquanto a qualidade de vida foi medida com a escala Quality of Life in Alzheimer’s Disease (QoL-AD). As estruturas residenciais portuguesas apresentaram, em média, níveis superiores de eficiência técnica quando comparadas com as espanholas, enquanto as estruturas espanholas evidenciaram melhores resultados em vários domínios da qualidade de vida, nomeadamente no bem-estar emocional e nas relações interpessoais. A análise revelou uma associação negativa moderada entre níveis elevados de eficiência económica e determinados indicadores da qualidade de vida. Os resultados sugerem que a eficiência económica não se traduz automaticamente em melhores níveis de qualidade de vida para pessoas com Alzheimer, evidenciando a necessidade de modelos de gestão que conciliem sustentabilidade financeira com abordagens centradas na pessoa. O estudo reforça a importância de políticas públicas e estratégias institucionais que promovam simultaneamente eficiência e bem-estar em cuidados residenciais para pessoas com demência.
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