Resumo
O efeito dos animais de estimação na saúde humana tem vindo a ser estudado, nomeadamente nas doenças cardiovasculares. O objetivo desta revisão é avaliar o impacto dos animais de estimação na saúde cardiovascular dos idosos. A pesquisa nas bases de dados: Cochrane, Evidence Based Medicine Online, Index RMP e Pubmed, foi realizado através dos termos MeSH “animal companion” AND “elderly” AND “cardiovascular disease”, identificando 16 artigos, sendo 4 incluídos, todos eles ensaios clínicos. Foram classificados na escala Strength of Recommendation Taxonomy, todos com nível de evidência II, três com força de recomendação B e um com A. Chowdhury et al (2017) descreve mortalidade cardiovascular mais elevada nos idosos que nunca tiveram animais de estimação. Mubanga et al (2019) anuncia maior sobrevida e menor recorrência a eventos cardiovasculares potencialmente fatais, nos idosos com animais de estimação. Aiba et al (2012) constata que idosos tutores de animais apresentam maior atividade parassimpática e menor atividade simpática. Ruzić et al (2011) relata que o exercício com animal, apresenta um aumento significativo na carga máxima de esforço. Assim, destaca-se efeitos benéficos dos animais de estimação na saúde cardiovascular dos idosos, através do incentivo à atividade física nos idosos, com aumento da capacidade cardíaca funcional e atenuar o desequilíbrio autonómico cardíaco, com maior sobrevida e menor recorrência de eventos cardiovasculares fatais. Em suma, parece haver um papel protetor dos animais de estimação na saúde cardiovascular dos idosos. Embora os resultados obtidos sejam promissores, existem poucos artigos sobre esta temática, sendo necessário mais estudos.Referências
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