Resumo
As tecnologias de assistência ao envelhecimento e dependência permitem monitorizar dimensões de saúde, segurança e bem-estar. Porém, comportamentos de resistência inibem a utilização alargada dessas soluções, apontando a importância de alterar o significado atribuído à tecnologia neste grupo social. A procura de maior adesão a sistemas tecnológicos com impacto na qualidade de vida esteve subjacente à investigação. Estabelecemos como objetivo discutir a resposta conceptual da metodologia nudge para o uso de tecnologias de assistência em contextos de envelhecimento e dependência na comunidade. A revisão de literatura permitiu criar, implementar e avaliar a metodologia nudge. O estudo de caso, o método qualitativo e o método quantitativo foram essenciais para recolher dados específicos da eficácia do nudge. Elaborámos uma arquitetura de escolhas que enquadra duas fases de experimentação, laboratório itinerante e dois meses de utilização no respetivo domicílio. Com um funcionamento maioritariamente intencional, o nudge explicitou os benefícios das tecnologias, mobilizou apoio técnico especializado, garantiu a possibilidade de comparação entre pares e a seleção dos utilizadores no domicílio através da gamificação. As tecnologias de apoio à vida diária registaram maior adesão, comparativamente às tecnologias de saúde e comunicação. A resistência do grupo nudge e os custos das tecnologias podem ser obstáculos à utilização generalizada de tecnologias, em sistemas de apoio ao envelhecimento na comunidade. Nestas situações de maior resistência, o nudge deve ser aplicado em complementaridade com outras formas de informação, em espaços físicos de proximidade, durante períodos temporais longos que permitam garantira a eficácia do nudge. A monitorização e avaliação do nudge foi fundamental para introduzir on-going as mudanças operativas necessárias no funcionamento dos laboratórios itinerantes.Referências
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