Transição ativa para a reforma nos trabalhadores com 55 anos ou mais: projeto de intervenção
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Palavras-chave

Cuidado Transicional
Aposentadoria
Trabalhadores
Planos e programas de saúde

Como Citar

Transição ativa para a reforma nos trabalhadores com 55 anos ou mais: projeto de intervenção. (2025). RIAGE - Revista Ibero-Americana De Gerontologia, 8(8), 661-668. https://doi.org/10.61415/riage.430

Resumo

Introdução: O envelhecimento populacional constitui um dos principais desafios das sociedades contemporâneas, particularmente em Portugal, onde o envelhecimento demográfico é acentuado pela queda da fecundidade, aumento da esperança média

de vida e forte emigração. Neste contexto, torna-se fundamental abordar a transição ativa para a reforma, nos trabalhadores com 55 anos ou mais, um processo que visa maximizar as oportunidades de saúde, participação social e segurança, promovendo uma melhor qualidade de vida. Objetivos: identificar estratégias eficazes de empoderamento dos trabalhadores; promover a transição saudável e equilibrada para a reforma; garantir um envelhecimento ativo. Metodologia: para a condução do projeto, recorreu-se à metodologia do planeamento em saúde, complementada por uma revisão bibliográfica para aquisição de conhecimentos e para compreender quais as necessidades da população estudada. A recolha de dados foi realizada através da aplicação de um questionário intitulado “E depois da reforma faço o quê?”, elaborado por Salgueiros e validado para a população portuguesa, a uma amostra de 75 trabalhadores de uma empresa multinacional, permitindo a obtenção de informação relevante para a investigação. Resultados e conclusões: os resultados evidenciaram que muitos trabalhadores ainda não refletiram profundamente sobre a reforma, contudo, identificaram estratégias claras de empoderamento, destacando-se os cuidados com a saúde mental (70,60%), saúde física (69,30%), formação contínua (45.00%) e voluntariado (44.00%). Verificou-se ainda, um forte interesse em programas estruturados dentro da empresa, e disponibilidade dos trabalhadores para atuarem como mentores, reforçando a relevância de ambientes laborais inclusivos e intergeracionais como estratégia para uma transição saudável, gradual e equilibrada para a reforma.

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