A perceção de qualidade de vida: um estudo comparativo em residentes de ERPI`s e utentes de Centros de Dia
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Palavras-chave

Envelhecimento; Qualidade de Vida; Centros de Dia; ERPI; Estratégias de Envelhecimento Ativo

Como Citar

A perceção de qualidade de vida: um estudo comparativo em residentes de ERPI`s e utentes de Centros de Dia. (2025). RIAGE - Revista Ibero-Americana De Gerontologia, 8(8), 623-635. https://doi.org/10.61415/riage.424

Resumo

O envelhecimento é um processo natural que envolve transformações biológicas, psicológicas e sociais, afetando a qualidade de vida (QV) dos indivíduos. A forma como os idosos vivenciam esta fase depende do contexto em que estão inseridos, nomeadamente se residem em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) ou se frequentam Centros de Dia (CD). Fatores como saúde física, suporte social e ambiente envolvente influenciam a perceção da QV, sendo fundamental compreender as diferenças entre estes grupos. Este estudo tem como objetivo verificar se existem diferenças na perceção da QV (Geral e domínios) entre idosos residentes em ERPI e utentes de CD. Recorreu-se a uma metodologia quantitativa, descritiva, transversal e comparativa, com uma amostra de 87 participantes (n=42, ERPI; n=45, CD), maioritariamente mulheres, viúvas e com baixa escolaridade, com idades entre 65 e 99 anos (M=82,90; DP=7,50). Foram administrados um questionário sociodemográfico e o Whoqol-Bref. Os resultados revelaram que os utentes dos CD apresentam uma perceção mais positiva da QV, com destaque para o domínio físico, onde se verificaram diferenças estatisticamente significativas face aos residentes em ERPI. Já os residentes em ERPI apresentaram uma melhor perceção do domínio ambiental, o que poderá refletir sentimentos de segurança, estabilidade, conforto físico e emocional proporcionados pelo contexto institucional. Conclui-se que é essencial desenvolver intervenções adaptadas às especificidades de cada contexto, promovendo um envelhecimento ativo e com qualidade. A compreensão destas diferenças deve orientar políticas públicas e práticas profissionais que favoreçam o bem-estar integral dos idosos, assegurando-lhes uma velhice digna, segura e com sentido.

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