Fatores Psicoemocionais e Sociais na Gestão da Polimedicação em Pessoas Idosas com Doença Crónica: Uma Alavanca para um Programa de Intervenção
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Palavras-chave

Polimedicação
cooperação e adesão ao tratamento
Enfermagem
Idoso
Fatores psicoemocionais

Como Citar

Fatores Psicoemocionais e Sociais na Gestão da Polimedicação em Pessoas Idosas com Doença Crónica: Uma Alavanca para um Programa de Intervenção. (2025). RIAGE - Revista Ibero-Americana De Gerontologia, 8(8), 606-615. https://doi.org/10.61415/riage.420

Resumo

Introdução: O envelhecimento populacional e o aumento da prevalência de doenças crónicas tornam a polimedicação um desafio significativo para a saúde pública, frequentemente associado a baixa adesão terapêutica e resultados adversos em saúde. Este estudo procura investigar os fatores psicoemocionais (ansiedade, depressão, autoeficácia) e sociais (suporte familiar e comunitário) que influenciam a gestão da polimedicação em pessoas idosas com doenças crónicas. Métodos: Trata-se de um estudo observacional com abordagem quantitativa, no qual serão utilizados instrumentos validados para a recolha de dados junto a uma amostra de pessoas idosas com doença crónica, em contexto de cuidados de saúde primários. As análises estatísticas serão realizadas utilizando modelos descritivos e de regressão logística para explorar associações entre variáveis. Resultados Esperados: Resultados preliminares mostram que baixos níveis de autoeficácia e suporte social estão associados a menor adesão medicamentosa, e que fatores emocionais, como ansiedade e depressão, impactam negativamente a gestão da polimedicação. Discussão e Conclusão: Com este estudo pretende-se estudar e reforçar a importância de integrar os fatores psicoemocionais e sociais nas intervenções em saúde, sugerindo que estratégias personalizadas podem melhorar a adesão terapêutica e a qualidade de vida das pessoas idosas. Este estudo constitui uma base sólida para o desenvolvimento de um programa de intervenção orientado para a capacitação de pessoas idosas e o fortalecimento de redes de suporte social, promovendo um cuidado de enfermagem centrado na pessoa e baseado em evidências científicas.

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