Fragilidade e capacidade funcional da pessoa idosa institucionalizada na região centro de Portugal
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Palavras-chave

Capacidade funcional
Força Preensão Palmar
Fragilidade
Idosos
institucionalização

Como Citar

Fragilidade e capacidade funcional da pessoa idosa institucionalizada na região centro de Portugal. (2025). RIAGE - Revista Ibero-Americana De Gerontologia, 8(8), 569-579. https://doi.org/10.61415/riage.414

Resumo

Resumo

Introdução: O envelhecimento é um processo complexo e dinâmico, influenciado por fatores biológicos, psicológicos, sociais e ambientais. A fragilidade surge como uma das manifestações mais relevantes deste processo, especialmente no âmbito da geriatria e da saúde pública. Metodologia: Este estudo transversal e exploratório teve como objetivo analisar os fatores associados à fragilidade, à força de preensão palmar e à capacidade funcional em idosos institucionalizados em Estruturas Residenciais para Pessoas Idosas (ERPI) na região centro de Portugal. A recolha de dados foi realizada através do dinamómetro G-200®, da Escala de Barthel e do Tilburg Frailty Indicator, instrumentos que permitiram avaliar respetivamente a força de preensão, a funcionalidade e o nível de fragilidade. A amostra final foi composta por 68 idosos, após aplicação dos critérios de inclusão e exclusão. Resultados: Os resultados revelaram maior incidência de fragilidade física nas mulheres, enquanto os homens apresentaram maior fragilidade nos domínios social e cognitivo. Verificou-se uma correlação negativa significativa entre fragilidade e capacidade funcional, e uma correlação positiva moderada entre força de preensão palmar e funcionalidade. Embora os homens tenham demonstrado maior força de preensão, o tempo de institucionalização e o sexo não se mostraram significativamente associados à fragilidade ou dependência. Conclusão: Este estudo revela que a força de preensão palmar é um indicador funcional relevante na população idosa institucionalizada, sendo recomendada a implementação de programas preventivos e de reabilitação individualizados, com vista à promoção da funcionalidade e à redução dos riscos associados à fragilidade.

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