Avaliação do impacto de um programa de estimulação cognitiva na qualidade de vida de pessoas idosas de um grupo de educação de jovens e adultos
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Palavras-chave

idosos
qualidade de vida
estimulação cognitiva

Como Citar

Avaliação do impacto de um programa de estimulação cognitiva na qualidade de vida de pessoas idosas de um grupo de educação de jovens e adultos. (2025). RIAGE - Revista Ibero-Americana De Gerontologia, 8(8), 455-465. https://doi.org/10.61415/riage.401

Resumo

Alterações cognitivas e motoras podem impactar na qualidade de vida da pessoa idosa. O objetivo do estudo foi avaliar a qualidade de vida antes e após um programa de estimulação cognitiva em idosos. O estudo conta com uma metodologia  quase-experimental e foi composto por vinte e quatro idosos, dez do grupo controle e quatorze do grupo experimental. Ressalta-se que apenas o grupo experimental foi exposto a estimulação cognitiva semanalmente, em 12 encontros com duas horas cada, em que foram trabalhadas coordenação motora, raciocínio, memória, percepção visuoespacial, linguagem, concentração, atenção seletiva e concentrada, interação social, autonomia, fluência verbal, compreensão e crenças distorcidas. Foram utilizados questionário sociodemográfico e de qualidade de vida no idoso. Os resultados apontam que não houve relação entre idade e condição social com qualidade de vida para essa população. Observou-se uma avaliação predominantemente “regular” da qualidade de vida para os participantes dos dois grupos. No primeiro momento da avaliação somente um participante (de 14) do grupo experimental apresentou a qualidade de vida “boa” e no segundo momento da avaliação esse número passou para quatro. No grupo controle dois dos dez participantes apresentaram qualidade de vida “boa” na primeira avaliação e na segunda avaliação nenhum apresentou a qualidade de vida “boa”. A literatura aponta que programas de estimulação cognitiva podem contribuir na melhoria da qualidade de vida. Conclui-se que apesar da literatura mostrar o impacto da estimulação cognitiva, para essa população a intervenção não impactou significativamente a qualidade de vida e por isso, sugere-se um programa mais personalizado.

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